Um filho rico de um rico pastor, escrevendo sobre sua vida dentro e fora da igreja; em uma sutil forma de poesia.

quarta-feira, 4 de março de 2015

"Caro Cliente

Entregamos nossas almas como presente,
Pois a humanidade sempre foi deficiente,
Em perceber o quão inconsequente,
É a sua maneira de agir e depois pensar;

Reflitamos atentamente,
Os dias passam rápido e de repente,
Vemos o tempo que foi perdido, mas por que então ninguém sente,
Algo de novo se aproximar?

Nossa sociedade é uma farsa, obviamente,
Ela foi feita para se gastar, naturalmente,
É isso que deixa nosso coração tão contente,
Consumir, uma vontade difícil de se explicar,

Também difícil de se preencher completamente,
Porém, apesar desse vazio, ninguém aqui é cliente,
Somos todos vendedores incompetentes,
Com a menor noção de como negociar;

O resultado dessa doce ilusão, infelizmente,
É um prejuízo de almas que desenfreadamente,
Vai aumentando de maneira negligente,
E não temos feito muita coisa para mudar;

Existem dois principais compradores de almas atualmente,
Ambos tem a sua maneira exigente,
De observar atentamente,
Tudo que temos na 'loja' para mostrar;

Sabendo da nossa situação delicada, sinceramente,
Não tente mentir sobre seu produto, pois tenha uma coisa em mente:
Eles nos conhecem profundamente,
E não hesitarão de levar o produto sem pagar.

Muitos perderam a alma e tragicamente,
Fecharam as portas precocemente,
No entanto, se serve de consolo, independente do cliente,
Você vai ter que vender e com certeza eles irão levar..."


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