Um filho rico de um rico pastor, escrevendo sobre sua vida dentro e fora da igreja; em uma sutil forma de poesia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

"Carne Levare

O conceito desta festa está invertido,
Por que não dizer pervertido?
Isto é típico do homem,
Perto dele as coisas boas com o tempo somem;

Não somente a caridade,
Mas de fato a pura verdade,
Porque em si o homem já não é mais puro,
Pois ele comeu do proibido fruto;

Por que não dizer da carne?
Já que é dela a qual o homem hoje vive,
E talvez você se identifique,
Porque o pecado não respeita sua classe;

Seu tempo ou sua personalidade,
Ele simplesmente enxerga sua humanidade,
Maliciosa por natureza,
E ele está em você com certeza;

Sendo assim, bem vindo a festa,
Mudada por nossa vil vontade,
E não há oportunidade melhor que esta,
De pecar em nosso Carne Levare..."

sexta-feira, 4 de março de 2011

"A Seita

Fui incluído na igreja,
Mas não fui convidado,
Arrastaram-me de bom grado,
Para que toda congregação veja;

Seu filho presente,
Porém eles mal sabem ou sabiam,
O quão estou contente,
Em conhecer filhos que eles mesmos criam;

Sem os compreender,
Por isso digo que não estou sozinho,
Foram tantos e tantas os quais decidiram fazer,
Esta seita onde nós fazemos nosso caminho;

No próprio templo nos reunimos,
E nele com bebidas e música nos divertimos,
Na sagrada desculpa do culto a Deus,
Abençoai os filhos Teus!

Porque não existe Teu neto,
E debaixo de Vosso teto,
Nos refugiamos em nossos pecados,
Que desde pequeno foram repreendidos e castigados;

Ensina a criança o caminho que deve andar?
Ou obrigam sua escolha com hipocrisia,
Onde se negarem não as irão mais amar,
E depois nós é quem fazemos a heresia;

E não se preocupem,
Nossa seita preza pelo alto sigilo,
Mas se descubrirem alguém não se culpem,
Você simplesmente o ignorou como filho."

"Vício

Eu não consigo parar,
De pensar,
Somente em você,
E mal sei porque;

Não posso mais,
Segurar minha vontade de ter,
Você deve ser!
Um vício sem cura;

Tão letal o qual não há o que fazer,
A não ser dizer,
Que quero mais e quem sabe,
Até morrer;

E na loucura esperar me saciaciar,
Satisfazer,
O viciado que há em mim,
Ou será minha ilusão?

De ter pensado assim:
'Sou o único a provar de seu veneno,
Tão mortal e sereno,
De um modo sem igual'.

Os meus crimes estão pagos,
Mas por sua causa serei condenado,
Prisão perpétua,
Mesmo tentando fazer a coisa certa;

Inafiançável,
Este crime é imperdoável!
Matei-me em meu vício que é você,
Meu doce suicídio;

Morrer nem sempre é mau,
Depende de como se tem vivido,
E eu tenho sido,
Pacato, sem atos, frustrado;

Mas agora sei que com você,
Posso sentir o que jamais senti...

Agora pretendo ser deste modo:
Sem medo ou remorso,
Lançarei-me em seu jeito provocante e meigo,
Mas faceiro!

Sempre com alguma intenção em mente,
Porém tenho noção,
Do perigo consequênte,
Da minha inconsequente decisão;

De te querer cada vez mais,
Não quero paz, eu quero guerra!
Jogos e ciladas,
Sem perder a diverção;

Mas tudo isso,
Sendo difícil,
Sem entregar meu coração,
Sou egoísta;

Admito, mas sei que preciso,
Ter você perto de mim...